2011-04-26

Paradoxo

Faz frio lá fora. Pela janela, dá para ver o vento envolvendo delicadamente as folhas.
O crepúsculo se apresenta em um tom alaranjado fraco, quase que rosado.
O mar, apesar do vento, mantêm-se em uma calma pouco habitual.
Ao longe, ouço pássaros. Som embaçado e entremeado pelos ruídos dos ônibus e carros.
Acordo.

Sim, estou na cidade.
Em uma junção do rural com o urbano, com o verde e o cinza, um contraste entre a grama e o cimento, o paradoxo é quase tangível.
Na expropriação da natureza, tomamos o seu habitat. Na exploração da terra, roubamos seus recursos.
Quando isso tudo vai acabar?
Acordo.

Só há um modo para acabar com este contraste. Uma via de mão única. E ainda há tempo para seguí-la.


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